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quarta-feira, 29 de maio de 2013

QUARTA COM POESIA

Olá! Hoje é quarta-feira, dia de poesia aqui no blog e vamos homenagear o grande poeta brasileiro Vinicius de Moraes. Que além de poeta foi também compositor, dramaturgo, jornalista e diplomata. Nasceu no Rio de Janeiro e formou-se em Direito, mas desde muito cedo manifestou seu talento para a escrita. Ficou conhecido como "Poetinha", apelido que teria sido conferido pelo amigo e parceiro musical Tom Jobim. Se tornou famoso por suas músicas românticas e por seus sonetos. Dedico a todos os nossos leitores o meu favorito:

Soneto de Fidelidade


De tudo, ao meu amor serei atento 
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto 
Que mesmo em face do maior encanto 
Dele se encante mais meu pensamento 

Quero vivê-lo em cada vão momento 
E em seu louvor hei de espalhar meu canto 
E rir meu riso e derramar meu pranto 
Ao seu pesar ou seu contentamento 

E assim quando mais tarde me procure 
Quem sabe a morte, angústia de quem vive 
Quem sabe a solidão, fim de quem ama 

Eu possa lhe dizer do amor (que tive): 
Que não seja imortal, posto que é chama 
Mas que seja infinito enquanto dure


Temos vários exemplares de seus livros na nossa Biblioteca. É sempre uma ótima opção de leitura.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

QUARTA COM POESIA

Olá! Hoje é quarta-feira, dia de Poesia e queremos homenagear um grande poeta brasileiro, Casemiro de Abreu. Nascido no Rio de Janeiro em 1838, aos treze anos muda-se com o pai para Portugal, onde escreve a maior parte de sua obra, sempre falando da saudade que sentia da família que ficou no Brasil. Anos mais tarde retorna a terra natal, e passa a escrever para jornais, nesse período faz amizade com Machado de Assis. Espontâneo e ingênuo, de linguagem simples, tornou-se um dos poetas mais populares do Romantismo no Brasil. Porém a riqueza de sua obra só foi reconhecida depois de sua, prematura morte, aos 21 anos.

SIMPATIA


Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.


Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.


São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.


Simpatia - meu anjinho,
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'Agôsto,
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é - quase amor!

Casimiro de Abreu

quarta-feira, 24 de abril de 2013

QUARTA COM POESIA

Olá! Hoje no quadro Quarta com poesia não vamos homenagear nenhum poeta famoso, da nossa língua ou de alguma outra nacionalidade. Porque hoje quero postar para os nossos leitores a poesia do aluno Bruno Henrique de Oliveira, que está cursando o último ano do Ensino Fundamental. Ele teve mais um de seus arroubos criativos aqui na Biblioteca e deixou este poema para nós. Obrigada Bruno por sua sensibilidade.
Deitado na madrugada
admiro as estrelas
Nessa noite enluarada
vejo passar vários cometas...

As horas passam como minutos
sem ser percebidos
Já passa das duas horas
E agora o Céu é meu amigo

Vejo as constelações
admiro as nebulosas
Faço um pedido a uma estrela
Que brilha e gira, caprichosa

O Céu é o limite 
o limite é o Céu...
Olho as estrelas
que parecem cobertas por um véu

Em questão de minutos já amanheceu...
O show acabou... 
Junto com o homem que se perdeu.



quarta-feira, 17 de abril de 2013

QUARTA COM POESIA

Olá queridos leitores de quarta-feira e de todos os dia também. Hoje vamos homenagear, aqui na nossa seção Quarta com Poesia, o grande poeta Fernando Pessoa: Poeta, Filósofo e Escritor Português, considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa e da Literatura Universal, muitas vezes comparado a Luis de Camões. Ele gostava de assinar seus escritos utilizando diversos heterônimos, portanto ao se deparar com um belo poema escrito por Alberto Caeiro, Ricardo Reis ou Álvaro de Campos, saiba que o verdadeiro autor é Fernando Antonio Nogueira Pessoa.

Fernando Pessoa


Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.